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Cinco transferências no futebol que deram errado

Top Five Football Transfer Mistakes
Fonte: Pixabay

As transferências de jogadores de futebol antes do início de uma nova temporada são um tema bastante importante e discutido pela mídia especializada, pois fazer boas contratações é o diferencial para que uma equipe possa conquistar bons resultados.

As apostas sobre quais jogadores irão ser transferidos e quais irão ser contratados já se tornaram inclusive uma atividade bastante comum. Contudo, aqueles que ainda não se sentem preparados para apostar nesse tipo de situação podem sempre recorrer aos tradicionais jogos de cassino, e assim testar a sorte e concorrer a ótimos prêmios.

Em relação as transferências mais comentadas dos últimos anos, confira a seguir quais foram os maiores fracassos e a razão por trás de cada um deles.

1. Kevin De Bruyne (Chelsea para Wolfsburg)

Quando o treinador português José Mourinho treinava o Chelsea, em 2014, uma das promessas da equipe era o meia belga Kevin De Bruyne, que já chamava a atenção de parte da imprensa inglesa por suas jogadas bem pensadas e habilidosas. Entretanto, o Chelsea acabou optando por vender o jogador para a equipe alemã Wolfsburg, pelo valor de £ 18 milhões.

Na época da transferência, o valor foi considerado vantajoso pelo Chelsea, que havia investido muito menos pela compra de De Bruyne. Porém, o meia amadureceu de forma surpreendente jogando pelo Wolfsburg, e em apenas dezoito meses, foi novamente transferido, dessa vez para o Manchester City, pelo valor de £ 55 milhões, o que representa três vezes mais do que a quantia ganha pelo Chelsea.

2. Kaká (Milan para Real Madrid)

Nesse exemplo, o prejuízo foi do Real Madrid, que investiu um montante aproximado de € 70 milhões na contratação do meio brasileiro Kaká, em 2009, um jogador que nunca conseguiu se destacar realmente dentro da equipe. Na época comandado pelo treinador Manuel Pellegrini, o Real Madrid precisava desesperadamente de uma boa contratação, e a torcida merengue pedia pelo nome de Kaká, que estava fazendo um grande sucesso defendendo o Milan.

Em quatro anos como jogador do Real Madrid, Kaká fez somente 29 gols, sem grandes atuações e momentos de destaque, o que o tornou uma das maiores decepções da história recente do clube.

Kaká
Fonte: Ouestmedias

3. Paul Pogba (Manchester United para Juventus)

Após algumas divergências em relação a renovação do contrato de Pogba, que na época tinha apenas 19 anos, com o clube inglês, o então treinador do Manchester United, Sir Alex Ferguson, optou por abrir mão do meia francês, que logo em seguida acabou se transferindo para a Juventus, sem custo algum.

Em pouco tempo jogando no futebol italiano, Paul Pogba se tornou uma das grandes estrelas locais, e rapidamente atraiu a atenção da mídia especializada. Titular absoluto, o jogador foi uma das peças mais importantes da equipe na conquista da Copa Itália e no vice da Uefa Champions League, por exemplo. Além disso, Pogba ainda foi eleito como o melhor jogador  jovem durante a Copa do Mundo se 2014.

4. Mohamed Salah (Chelsea para Roma)

Nos anos em que defendeu a camisa do Chelsea, entre 2014 e 2016, Salah não teve muitas oportunidades na equipe titular, e participou de apenas 19 partidas. Por essa razão, o técnico do time, José Mourinho, não hesitou em concordar com o empréstimo do jogador para o Roma, o que acabou resultando na transferência do ponta-direita egípcio para o futebol italiano depois de apenas alguns meses.

A transação, concretizada em meados de 2016, rendeu aos cofres do Chelsea cerca de £ 11 milhões. Um anos depois, após Mohamed Salah se destacar pelo Roma e atrair o interesse de vários clubes europeus, o jogador foi novamente vendido, dessa para o Liverpool e pelo valor de £ 44 £ milhões, quatro vezes mais do que o Chelsea recebeu por ele.

5. Claude Makélélé (Real Madrid para Chelsea)

Em 2003, após ser um dos destaques da temporada no Real Madrid, o volante francês Claude Makélélé tentou renegociar o seu salário com o clube merengue, mas sua proposta foi rapidamente recusada pelo presidente do clube, Florentino Pérez. Na época, com a saída do então técnico Vicente Del Bosque, o time passava por reformulações, a diretor acabou optando por negociar Makélélé com o Chelsea, por aproximadamente £ 16,8 milhões.

Defendendo a camisa do Chelsea, o volante ajudou na conquista de títulos importantes e se firmou como um dos melhores da equipe. Em contrapartida, o Real Madrid teve grande dificuldade para encontrar um substituto à altura, e acabou amargando um jejum de títulos que durou três anos.

Especialista em lesões cerebrais denuncia os riscos do cabeceio no futebol

ilustração do cérebro e das ações cerebrais
Source: Pixabay

O médico nigeriano Bennet Omalu, que é um dos maiores especialistas em encefalopatia traumática crônica (ETC), uma condição causada devido a traumas repetidos na região da cabeça, criticou publicamente os riscos de cabecear a bola, algo muito comum entre os jogadores de futebol.

De acordo com Omalu, do ponto de vista médico, é absurdo observar os jogadores utilizando a cabeça para posicionar uma bola que está a se movimentar em alta velocidade. Por essa razão, o médico defendeu que o futebol profissional deve adotar regras que restrinjam esse tipo de jogada. Além disso, Omalu declarou que o cabeceio deveria ser proibido para os jogadores com menos de 18 anos.

Em relação as crianças que praticam a modalidade, as críticas do médico foram ainda mais duras. Segundo ele, as crianças de até 14 anos deveriam jogar apenas uma versão mais leve do futebol, sem tanto contato físico e propensão a quedas e lesões, além, é claro, de jamais cabecearem a bola.

Quando questionado sobre a viabilidade dessas mudanças no esporte, o especialista admitiu que muitas pessoas não irão concordar com as alterações, mas destacou que é necessário compreender que a ciência está sempre evoluindo, e segundo os preceitos atuais, permanecer com o futebol da mesma forma de antes seria um grande erro.

Ex-jogadores desenvolvem doenças neurológicas precocemente

Nos últimos anos, vários jogadores profissionais foram diagnosticados com demência e outras doenças neurológicas causadas pelos impactos constantes na cabeça. Entre eles, está o antigo craque da seleção da Inglaterra, Jeff Astle, que morreu em 2002 aos 59 anos de idade, após conviver com Mal de Alzheimer durante os últimos dez anos de sua vida.

Somente na Inglaterra, vários outros ex-jogadores de futebol desenvolveram doenças relacionadas a encefalopatia traumática crônica, como Nobby Stiles, Ray Wilson e Martin Peters. A explicação médica, segundo Bennet Omalu, está no fato do cérebro flutuar dentro do crânio, como uma espécie de balão, e por esse motivo, os impactos do cabeceio vão causando pequenos danos cerebrais, os quais resultam em doenças sérias no decorrer do tempo.

Desse modo, não existem mais dúvidas atualmente de que jogar futebol aumenta consideravelmente os riscos de um indivíduo apresentar doenças neurológicas de forma precoce, em muitos casos antes mesmo dos 50 anos. Para evitar essa ameaça, o ideal é apostar em outros tipos de jogos, como o cassino online, por exemplo.

Familiares reivindicam por mudanças

Recentemente, em entrevista à rede BBC, Rachel Walden, filha do ex-jogador Rod Taylor, que faleceu devido a esse mesmo problema de saúde, falou sobre a importância de se discutir mais sobre o tema. Para Rachel, a Professional Footballers’ Association, que é a associação dos jogadores de futebol da Inglaterra e do País de Gales, deveria se envolver mais e fazer algo em prol das famílias dos atletas.

De acordo com ela, os familiares dos ex-jogadores não culpam as seleções e as equipes de futebol em que eles jogaram, mas reivindicam por um apoio maior da instituição aos jogadores nesse momento mais difícil, quando estão a enfrentar os duros reflexos da doença.