Como o Instagram e os aplicativos de namoro estão substituindo a tradicional troca de números de telefone

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Fonte: athree23

Nos dias de hoje, tudo está acontecendo muito depressa. Você pode encontrar o amor da sua vida no Tinder, checar no Instagram quais são as novas fotos dos seus amigos e ainda apostar em um jogo de cassino no celular, tudo isso enquanto toma um cappuccino na sua cafeteria favorita.

Na nova era dos aplicativos de namoro e das redes sociais, a forma como os jovens interagem entre si e marcam encontros, mudou completamente quando comparada aos anos 80 e 90, por exemplo, um passado não tão distante em que as pessoas ainda não possuíam smartphones.

O impacto do Tinder

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Fonte: Pixabay

Entre os aplicativos de namoro disponíveis atualmente, o mais conhecido sem dúvidas é o Tinder. Criado em 2012, o aplicativo começou funcionando em algumas universidades dos Estados Unidos, e em pouco tempo se tornou um grande sucesso. Além de sua versão gratuita, em 2015 o aplicativo lançou uma extensão paga, o Tinder Plus, e posteriormente a extensão Tinder Gold, já em 2017.

Em números, o Tinder já é utilizado em cerca de 190 países e está disponível em mais de 40 idiomas. Os seus usuários já ultrapassaram a marca de 50 milhões, e destes, quase 5 milhões utilizam a versão Plus ou Gold. Além disso, desde que foi lançado, a estimativa do aplicativo é de que mais de 20 bilhões de “matches” tenham sido feitas.

Com o passar dos anos, o Tinder ganhou novas funções em comparação à sua versão original, como a possibilidade de conceder um “superlike” para chamar a atenção de alguém, a chance de incluir uma música ao perfil, e ainda a oportunidade de incluir a conta e as fotos do Instagram.

A era do Instagram

Gaming Club Casino: Vários logotipos do Instagram
Fonte: geralt

Após formar um “match”, o Tinder permite que os dois usuários conversem através de um chat dentro do próprio aplicativo. Enquanto há alguns anos era comum que os usuários trocassem o número de telefone para conversarem e, eventualmente, marcarem um encontro, agora o mais habitual é que os usuários migrem do Tinder para o Instagram, e continuem com a conversa ainda em âmbito virtual.

Com a atual febre pelo Instagram, boa parte dos jovens possui contas ativas nessa rede social, na qual compartilham o melhor de suas vidas, como realizações pessoais, festas, viagens com amigos e selfies muito bem pensadas. Desse modo, antes mesmo de se conhecer pessoalmente, um casal em potencial consegue descobrir várias informações um sobre o outro, incluindo quem são os amigos mais próximos, os familiares, o local de residência e muito mais.

Porém, essa característica dos novos relacionamentos de estarem se tornando cada vez mais virtuais, nem sempre é positiva, pois a imagem de alguém no Instagram e nas demais redes sociais pode não corresponder à realidade em alguns casos.

Como as fotos podem passar imagens deturpadas da realidade 

Enquanto o Instagram se destaca por ser uma rede social inspiradora, com fotos espetaculares de lugares e pessoas incríveis, a plataforma também acaba se afastando da realidade, tendo em vista que grande parte dos usuários, especialmente os que possuem milhões de seguidores, publicam fotos com um “padrão de perfeição” impossível de ser alcançado.

Incomodada com essa questão, a blogueira americana Chessie King resolveu utilizar sua conta no Instagram para promover a autoaceitação com o corpo, mostrando que tudo depende do ângulo e da iluminação. Através de uma séries de fotos publicadas em sua conta, Chessie mostra que um corpo aparentemente perfeito também possui gordurinhas, estrias e celulites, a questão é que esse tipo de imperfeição costuma ser ocultado das fotos.

Para fazer frente a esse falso padrão inalcançável do Instagram, várias outras influenciadoras digitais pelo mundo também estão começando a falar sobre aceitação e os impactos dessa rede social na autoestima dos jovens, especialmente, como é o caso da personal trainer e blogueira Ashlie Molstad, entre muitas outras.