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Saiba quais chefes de Estado já estiveram atrás das grades

Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atualmente está preso e ainda assim a tentar permanecer na corrida presidencial de 2018, existem vários exemplos de ex-condenados que conseguiram chegar ao patamar de chefes de Estado em seus respectivos países. Sendo assim, a seguir estão cinco indivíduos que, após deixarem a prisão, desistiram de aproveitar uma vida leve e descompromissada, repleta de lazer e jogos de roleta online, para assumirem a liderança de suas nações.

1. Nelson Mandela

Nelson Mandela
Fonte: Public Radio International

Formado em direito, Nelson Mandela iniciou a sua trajetória na política no final dos anos 40, quando se filiou ao Congresso Nacional Africano, um movimento político que estava em ascensão na África do Sul e defendia ideais democratas e contrários ao regime de segregação racial vigente no país.

Em 1962, Mandela foi preso e acusado de conspiração contra o governo sul-africano. Sentenciado à prisão perpétua, ele permaneceu preso por quase 30 anos, até ser finalmente solto durante uma fase de grandes grandes transições políticas e sociais na África do Sul. Em 1994, Nelson Mandela foi eleito democraticamente e se tornou o primeiro presidente negro do seu país, cargo este que ocupou por um mandato de cinco anos.

2. Patrice Lumumba

cartaz ilustrado de Patrice Lumumba
Fonte: Aprecon

Patrice Lumumba foi o grande nome da luta anti-colonial no Congo contra as potências europeias que exploravam a região. Em 1959, Lumumba foi condenado a quase sete anos de reclusão devido ao seu papel de destaque no movimento pró-Independência do Congo, mas foi libertado após cerca de nove meses na prisão.

Após liderar manifestações de desobediência civil e reivindicar a independência imediata do país, Patrice Lumumba se tornou o primeiro ministro do Congo, mas só teve a chance de exercer essa função por três meses até sofrer um golpe militar orquestrado pela Bélgica, Estados Unidos e Inglaterra. Depois disso, ele acabou falecendo em situação suspeita, e as investigações do ocorrido apontaram para os militares belgas como os responsáveis pela sua morte.

3. Dilma Rousseff

Dilma Rousseff na sua cerimônia de posse
Fonte: Wikimedia

Filha de um imigrante búlgaro, Dilma Rousseff participou na sua juventude de vários movimentos contrários a ditadura militar que havia sido implantada no Brasil em 1964. Por essa razão, ela foi presa e torturada durante dois anos, entre 1970 e 1972. Décadas mais tarde, Dilma participou do governo de Luiz Inácio Lula da Silva como Ministra de Minas e Energia e como Ministra da Casa Civil, até se candidatar, em 2010 ao cargo de presidente do país, no qual foi eleita com a maioria dos votos. No seu segundo mandato, Dilma Rousseff sofreu um processo de impeachment, com a alegação de ter cometido crimes de improbidade administrativa.

4. Indira Priyadarshini Gandhi

Indira Gandhi acompanhada do seu marido
Fonte: Leaderonomics.com

Primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do executivo na Índia, Indira Gandhi esteve no comando entre 1966 e 1977, quando foi retirada a força do poder por uma aliança política rival. Em 1978, Indira e seu filho, Sanjay Gandhi, foram presos por motivos controversos, mas acabaram soltos com o colapso do grupo político que era contrário a sua liderança. Logo em seguida, em 1980, ela se elegeu novamente como primeira ministra da Índia, mas quatro anos depois, acabou assassinada pelos seus próprios seguranças que seguiam ordens de adversários políticos.

5. Olusegun Obasanjo

Olusegun Obasanjo a conceder uma entrevista
Fonte: Leadership Hausa

Militar de carreira, Olusegun Obasanjo é conhecido por ter tido um papel essencial no fim da Guerra Civil da Nigéria. Na condição de militar, Olusegun chegou a assumir a presidência durante o período de transição democrática no país, mas anos depois, ao se opor ao governo, ele acabou sendo preso acusado de estar tramando um golpe para retomar o poder. Após ser libertado, Olusegun Obasanjo se candidatou as eleições presidenciais em 1999 e se tornou presidente novamente, dessa vez por meio do voto popular.